Famílias no Plural

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Comunidade: Famílias no Plural

Não se sabe ao certo quantas “famílias arco-íris”, ou seja, constituídas por casais de pessoas do mesmo sexo ou pessoas LGBT com ou sem crianças a cargo, existem em Portugal. Sabe-se, no entanto, que são muitas e que a sua visibilidade é crescente. A investigação nesta área diz-nos ainda que a chamada “família tradicional” - constituída por um casal de pessoas de sexo diferente com crianças a cargo - é cada vez menos o modelo dominante. Dados estatísticos  comprovam a diversidade das estruturas familiares atuais. No entanto, o termo “família” é ainda frequentemente utilizado como sinónimo de um modelo único que não abrange a diversidade familiar: o crescente número de famílias constituídas quer por casais de pessoas do mesmo sexo quer por outros modelos familiares são ainda e muitas vezes esquecidas nas políticas, nos programas de apoio e até na legislação.

 É fundamental, portanto, passar do singular para o plural e reconhecer que a realidade é muito mais rica — e bem mais interessante — do que qualquer modelo único que não a representa.

 Hoje, uma família é sobretudo uma rede afetiva, consistente e estável, de partilha saudável e de amor incondicional, sediada num espaço seguro, denominado “casa”. 

Dois homens ou duas mulheres ou uma pessoa LGBT com filhas/os podem construir, têm construído e continuarão a construir esta “casa”. 

Famílias constituídas por casais de pessoas do mesmo sexo, mães lésbicas, pais gays, e pais e mães bissexuais e/ou transgénero são também os rostos e as vozes da diversidade familiar.

Em Portugal, como no resto do mundo, existem já muitos casais de pessoas do mesmo sexo com filhas/os — quer de relações anteriores com pessoas de sexo diferente, quer através da inseminação, quer através da adoção monoparental, ou ainda de outras formas. 

No entanto, no Portugal de hoje, há de facto uma diferença importante nas famílias compostas por um casal de pessoas do mesmo sexo ou por pais e mães LGBT e pelas suas crianças: o facto de continuarem a enfrentar dificuldades diárias, nomeadamente por não serem reconhecidas de forma igual pela lei. As famílias das pessoas LGBT continuam a ser consideradas menos dignas de proteção, o que é revoltante para qualquer pessoa que se preocupe com os Direitos Humanos. Paralelamente, não existem atividades sistemáticas dirigidas a estas famílias, que se encontram frequentemente em maior ou menor grau de isolamento e invisibilidade. A fragilidade da proteção legal, aliada quer à ignorância da sociedade e ao preconceito dominante quer à própria falta de espaço de visibilidade, contribuem para a situação em que muitas destas famílias se encontram: silenciadas e sem rede de apoio. 

O projeto “Famílias no plural” pretende ajudar a mudar esta situação. São objetivos, concretamente:

1. Criar espaços virtuais e materiais de encontro, troca de experiências e confraternização das famílias arco-íris; 

2. Ajudar à integração de crianças filhas de pessoas LGBT, dissiminando simultaneamente os valores da igualdade e não-discriminação; 

3. Contribuir para o reconhecimento social destas famílias através da potenciação de espaços de discussão pública e académicos/científicos reconhecidos e divulgação e disseminação de informação relevante.

O projeto "Famílias no Plural" é apoiado pelo Estado Português através do Instituto da Segurança Social, I.P., (Apoio Financeiro do Estado às Associações de Família – AFEAF).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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