| janeiro
2010 |
Apelo
ao presidente da câmara e ao Governo
Por São José Almeida, Público
de 16 Janeiro 2010
Os feminismos continuam a ser perseguidos
em Portugal e a não conseguirem espaço
para se afirmar
Há 35 anos, as mulheres que formaram
o primeiro grupo assumidamente feminista
em Portugal, o Movimento de Libertação
das Mulheres (MLM), convocaram uma manifestação
para o Parque Eduardo VII, em Lisboa, onde
pretendiam queimar símbolos da opressão
social que o modelo patriarcal de família
impunha às mulheres portuguesas.
A história é conhecida, já
foi contada em pormenor (PÚBLICO
28/01/2006) e foi esta semana recordada
com uma cerimónia no Parque, em que
estiveram algumas das feministas de há
35 anos e outras, que agora quiseram associar-se
ao assinalar dessa data e pedir à
câmara que promova a inauguração
a 8 de Março de uma intervenção
de arte evocativo daquele momento histórico.
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| novembro
- 2009 |

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Miguel
Vale de Almeida"É possível
conseguir a lei da adopção
nos próximos quatro anos"
É o primeiro deputado gay assumido
a sentar-se na Assembleia da República.
Miguel Vale de Almeida, 49 anos, antropólogo,
professor no ISCTE, foi eleito como independente
nas listas do PS depois de ter ajudado a
fundar o Bloco de Esquerda. Levou a bandeira
do casamento entre homossexuais para o Bloco
e agora levanta-a com o PS, que quer ter
esse dossiê arrumado até ao
fim do ano. O governo vai deixar a adopção
por casais gay de fora, mas Miguel Vale
de Almeida acredita que é capaz de
ser possível ter um lei de adopção
ainda nesta legislatura. Lembra o exemplo
da Bélgica em que primeiro se avançou
com o casamento e dois anos depois o parlamento
aprovou a adopção entre casais
gay.
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| novembro
2009 |
Transexuais
omissos no quadro legal português
Mudança de nome e de sexo
continua a passar por um processo interposto
contra o Estado
Algo básico numa sociedade como o
direito ao nome ou à identidade sexual
só é conseguido por um transexual
através de uma acção
judicial contra o Estado. Tudo porque a
legislação é omissa
nestes casos.
Quando era criança fechava--se no
quarto, onde chorava pelo facto de não
ter nascido uma menina. Luís Henrique
Barbosa aguardou até aos 55 anos
para mudar de sexo e transformar-se em Zara
(na foto). Para trás desta metamorfose
ficou toda uma vida, onde se incluem a passagem
pela guerra colonial na Guiné-Bissau,
um longo casamento e ainda um filho - hoje
já adulto.
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| novembro
- 2009 |

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contos
da diferença
Marita Ferreira: “Há homossexuais
expulsos de casa e dos empregos”
Educação, tolerância
e casamento homossexual foram temas discutidos
no início de Outubro
na Velha-a-Branca, tendo por pretexto o
lançamento do livro ‘Contos
da Diferença’, composto por
17 contos originais. É o resultado
da proposta do Blog Tangas Lésbicas
e do esforços de várias mulheres
em introduzir no panorama literário
português o erotismo lésbico.
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| outubro
2009 |
Homossexuais
são pais "tranquilos e seguros"
Psicóloga conclui que as crianças
podem ter vantagens em ser criadas por dois
pais ou duas mães. Problemas estão
na forma como a sociedade estigmatiza estas
famílias.
Os homossexuais, em geral, não são
"neuróticos e ansiosos".
Pelo contrário, são "afectuosos,
tranquilos, confiantes e firmes nas decisões",
características que fazem deles melhores
pais do que muitos heterossexuais, mais
"neuróticos,
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| agosto
- 2009 |

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Ajudar
as famílias a sair do armário
AMPLOS, Associação de Mães
e Pais pela Liberdade da Orientação
Sexual
DN
de 8 de Agosto, por FERNANDA CÂNCIO
"Estamos do lado do preconceito contra
os nossos filhos ou do lado dos nossos filhos
contra o preconceito?" A pergunta levou
à criação da AMPLOS,
Associação de Mães
e Pais pela Liberdade da Orientação
Sexual. Pelos filhos, pelos pais, "pelos
valores mais fortes da família"
- por amor
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| junho
2009 |
Violência
entre casais do mesmo sexo é maior
do que entre heterossexuais
Estudo da Universidade do Minho conclui
que "o maior desafio" face ao
fenómeno "continua a ser a cegueira
inerente à homofobia"
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| julho
- 2009 |

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O
Estado Novo dizia que não havia homossexuais,
mas perseguia-os
trabalho de São José
Almeida no Público
de 12 de Julho de 2009
No Estado Novo podia-se ser homossexual,
mas não se podia dizer. Nem no mundo
da alta sociedade, dos "marqueses"
e das festas com homossexuais nas casas
particulares. Nem no mundo dos bares e dos
clubes, no mundo da rua, dos engates nos
urinóis, nos jardins e nos cais e
estações, na homossexualidade
do bas-fond. A distinção entre
estes dois mundos surgia quando se era apanhado:
os protegidos do regime eram poupados, os
outros eram internados, espancados, humilhados.
Como era ser homossexual no Estado Novo?
Como era viver no reino do não dito
e do semipermitido? As respostas encontradas
pela Pública - com a ajuda de estudiosos
e de homossexuais que viveram sob estes
anos de chumbo, alguns dos quais ainda hoje
aceitam apenas falar sob anonimato - revelam
um quadro repressivo feroz para a generalidade
dos homossexuais apanhados pelas rusgas
da polícia e uma permissividade calada,
que ignora, ou finge que não existe,
a prática por uma elite que, pelo
seu estatuto social, está acima da
moral e sobretudo da lei. "Não
se fala e não existe.
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| junho
2009 |
A
Veneza de Jan no tempo em que ainda era
James
IPSILON
de 24.06.2009 - Alexandra Prado Coelho
Jan Morris é uma das grandes referências
na literatura de viagens. Viveu metade da
sua vida como homem, a outra metade como
mulher. Foi como James que escreveu "Veneza",
obra agora editada em Portugal.
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| junho
- 2009 |

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Sacha
Baron Cohen como Bruno na estreia do filme
em Londres
O novo filme de Sacha Baron Cohen, que
se estreia em Portugal a 9 de Julho, já
está a gerar incómodo mundo
fora
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| março
2009 |
Mãe há só duas
Em português torna-se tudo muito mais
complicado. Dizemos “pais” para
falar do par formado pelo pai e pela mãe.
Também dizemos “pais”
para falar dos homens que têm filhos.
Em espanhol é a mesma coisa, uma
confusão. Em francês ou inglês
há menos confusões: parents
(a mesma grafia nas duas línguas)
é o conjunto do pai e da mãe.
Quando falamos do papel dos pais, dos direitos
dos pais ou das responsabilidades dos pais,
em português, ninguém se entende,
a menos que de vez em quando se especifique:
“Aqui estou a falar de pais-fathers.”
“Agora estou a falar de pais-parents.”
É estranho que não se tenha
adoptado um termo mais específico
para representar algo tão importante
como este par. Mas talvez não seja
estranho: há em “pais”
uma sub-reptícia reivindicação
de poder masculino, como se o pai quisesse
chamar a si, para a autoridade paternal,
aquilo que é a autoridade parental,
o poder dos dois pais. Um reflexo do “cabeça
de casal”, do “chefe de família”.
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| março
- 2009 |

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Nunca
pensei beijar uma mulher
Sara Martinho
assumiu a sua homossexualidade. Diz que
são cada vez mais os jovens que fazem
o mesmo.
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| março
2009 |
Os
referendos anti-casamento entre pessoas
do mesmo sexo estão a semear a angústia
nos adultos LGBT e nas suas famílias
Segundo as últimas investigações,
esta situação está
a criar um ambiente perigoso que pode vir
a afectar a saúde e o bem-estar das
pessoas, directa e indirectamente, envolvidas.
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| março
- 2009 |

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A
Batwoman vai voltar. E é lésbica.
E depois?
Público
de 14.03.2009,
por Joana Amaral Cardoso
A personagem da DC Comics vai ter uma série
em nome próprio. Esta série,
agendada para o Verão, torna-se
a que maior visibilidade dá a um
super-herói gay
Há informações que
parecem desenhadas para fazer splash. A
revelação de que a DC Comics
vai publicar uma série de pelo menos
doze livros dedicada à Batwoman,
para desenvolver e dar a conhecer verdadeiramente
a personagem, é uma bela notícia
para o sector. Quando se detalha que a super-heroína
vai prosseguir o seu caminho, já
estabelecido há alguns anos, como
lésbica e combatente do crime, torna-se
alvo da atenção de quase todas
as publicações do mundo.
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| fevereiro
2009 |
Confederação
Europeia de Sindicatos
Acções e actividades da CES
na promoção da igualdade de
direitos, respeito e dignidade para os trabalhadores,
independentemente da sua orientação
sexual ou identidade de género
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(tradução de Sara Barbosa)
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| fevereiro
2009 |
Richard
Zimler: "Portugal era medieval em 1980"
Não é só a obra dele
que espanca o estômago; é também
o discurso. Pela franqueza, tão rara
em Portugal. Zimler, de 53 anos, escreve
livros daqui para o Mundo. Por um amor que
dura há 30 anos.
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| novembro
- 2008 |

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Transexual
engravida pela segunda vez
Público
de 14.11.2008
Um transexual norte-americano que nasceu
mulher e fez tratamentos para se tornar
um homem e já deu à luz uma
rapariga, engravidou de novo. A criança
deverá nascer em Junho do próximo
ano, anunciou ontem a estação
televisiva americana ABC.
Thomas Beatie, de 34 anos, é legalmente
um homem, mas ficou com os órgãos
reprodutores femininos. Suscitou a curiosidade
dos media internacionais no ano passado,
quando anunciou ser o primeiro homem da
história a engravidar.
Beatie escandalizou o mundo ao anunciar
a gravidez na revista homossexual The Advocate,
na qual foi fotografado de tronco nu, com
barba e grávido. A sua filha, Susan,
nasceu num hospital do Oregon, a 29 de Junho,
ainda de acordo com a ABC. Agora, escolheu
o programa de televisão de Barbara
Walters para anunciar a segunda gravidez.
Thomas Beatie tem uma relação
homossexual com Nancy, de 46 anos, e mudou
legalmente de sexo em 1999. |
| outubro
- 2008 |
Colectânea
de contos lésbicos
O blog Tangas Lésbicas completou
quatro anos de actividade e para comemorar
a data lançou on-line a primeira
edição do livro Contos da
Diferença, uma colectânea de
contos lésbicos para a qual contribuíram
treze escritoras que aceitaram o desafio
de um Concurso de Contos lançado
no blog.
São dezassete histórias de
amor e desamor que nos revelam um pouco
do universo dos afectos das mulheres que
gostam de mulheres.
As autoras, todas portuguesas, são
Alexandra Costa, Ana Rita, Beatriz d'Orsay,
Dulce Rodrigues, Duna, Gertrudes Santos,
Loveboat, Margarida, M., Maria Lourenço,
Maria Oliveira, Via, Virginia Megas e Tangas/Yrleathergrl.
A capa é de Rui Soares Esteves e
o livro pode ser adquirido, em papel ou
e-book, aqui
ou aqui
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